No Retiro da Figueira – Moacyr Scliar (Sobre o Conto)

Resumo:
No conto No Retiro da Figueira, de Moacyr Scliar, o narrador-personagem relata sua experiência, da sua família e de outras famílias sobre a perspectiva de viver em um condomínio fechado cujo nome dá título ao conto. Assustados com a violência e a insegurança dos grandes centros urbanos, as famílias descobrem no condomínio divulgado através de um prospecto, a solução para seus problemas, por mais que tal promessa de felicidade dê origem à desconfiança, como se pode perceber já na primeira frase do conto: “Sempre achei que era bom demais.”
Um prospecto publicitário constitui um elemento essencial ao conto. Ao longo das três primeiras páginas, podem ser recolhidas diversas alusões a este pedaço de papel que decide o destino das personagens.
No final descobre-se que não passava de um golpe e eles estavam sendo apenas sequestrados por aqueles que aparentavam protege-los.
Narrador:Narrador Autodiegético, consciente dos fatos acompanhados por ele.
Espaço:
No condomínio conhecido como Retiro da Figueira.
Personagens:Os personagens não apresentam nome próprio, mas as três principais podem ser classificadas como:
-Narrador
-Esposa do Narrador
-Chefe da segurança

No Retiro da Figueira – Moacyr Scliar (Sobre o Autor)

Moacyr Jaime Scliar (Porto Alegre, 23 de março de 1937 — Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2011) foi um escritor brasileiro. Formado em medicina, trabalhou como médico especialista em saúde pública e professor universitário. Sua prolífica obra consiste de crônicas, contos, romances, ensaios eliteratura infanto juvenil.

Scliar publicou mais de setenta livros, entre crônicas, contos, ensaios, romances e literatura infanto-juvenil. Seu estilo leve e irônico lhe garantiu um público bastante amplo de leitores, e em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tendo recebido antes uma grande quantidade de prêmios literários como o Jabuti (1988, 1993 e 2009), o Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) (1989) e o Casa de las Américas (1989).

Suas obras frequentemente abordam a imigração judaica no Brasil, mas também tratam de temas como o socialismo, a medicina (área de sua formação), a vida de classe média e vários outros assuntos. O autor já teve obras suas traduzidas para doze idiomas.

Adaptações
Em 1998, o romance “Um Sonho no Caroço do Abacate” foi adaptado para o cinema, com o título “Caminho dos Sonhos”, sob a direção de Lucas Amberg. O filme participou dos festivais de Gramado, Miami, Trieste e outros. O filme narra a história do filho de um casal de imigrantes judeus lituanos que se estabelece no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, nos anos 1960. O jovem Mardo (Edward Boggiss) apaixona-se por Ana (Taís Araújo), uma estudante negra. Os jovens encontram no amor a força e a determinação para enfrentarem a discriminação na escola onde estudam e o preconceito entre as famílias.
Em 2002, o romance Sonhos Tropicais foi adaptado para o cinema sob a direção de André Sturm, com Carolina Kasting, Bruno Giordano, Flávio Galvão, Ingra Liberato e Cecil Thiré no elenco. O filme relata o combate à febre amarela no Rio de Janeiro, comandado pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, e a resistência da população à vacinação obrigatória, que resultou na chamada Revolta da Vacina. Em paralelo, é narrada a história de uma jovem judia polonesa, que imigra para o Brasil em busca de uma vida melhor, mas acaba por se prostituir.

Clínica de Repouso – Dalton Trevisan (Sobre o Conto)

Síntese: A história fala sobre a mãe que condenava as atitudes da filha perante sua autoridade. No fim, de tanto brigar a velha mãe foi levada para um hospício.

Elementos narrativos:

Narrador: Heterodiegético omnisciente (3ª pessoa)
Espaço: Em uma casa e depois em um hospício.
Personagens:
-Dona Candinha – Principal da história.
-Maria – Filha de Dona Candinha.
-João – Namorado e depois esposo de Maria.

Enredo: Tudo começa quando Dona Candinha descobre que sua filha Maria traz um estranho para casa e que ele é o namorado dela. Daí em diante ocorrem várias discussões entre mãe e filha sobre o rapaz que ela dizia ser tio de sua amiga de infância, novo na cidade e desempregado. Dona Candinha começa a se deprimir, levando João, o rapaz, a ir embora da casa dela. Maria fica com raiva da mãe, chama-a de louca, manda um médico ir examiná-la. Depois ela é levada para um hospício e fica lá reclamando o tempo todo alegando não ser louca.

Clínica de Repouso – Dalton Trevisan (Sobre o Autor)

Dalton Trevisan é reconhecido como um importante contista da literatura brasileira por grande parte dos críticos do país. Entretanto, é avesso a entrevistas e exposições em órgãos de comunicação social, criando uma atmosfera de mistério em torno de seu nome. Por esse motivo recebeu a alcunha de “Vampiro de Curitiba”, nome de um de seus livros. Assina apenas “D. Trevis” e não recebe a visita de estranhos.
Inspirado nos habitantes da cidade, criou personagens e situações de significado universal, em que as tramas psicológicas e os costumes são recriados por meio de uma linguagem concisa e popular, que valoriza os incidentes do cotidiano sofrido e angustiante.

Circuito Fechado – Ricardo Ramos (Sobre o Conto)


Síntese: O texto fala sobre a rotina de um homem que trabalha em um escritório, dividindo em partes as coisas que ele normalmente faz, o que ele fala com as pessoas ao seu redor, o que estiver acontecendo, o que ele pensa e o fim crítico.

Elementos narrativos:

Narrador: Narrador Heterodiegético onisciente (3ª pessoa)
Tempo: Tempo do discurso.
Espaço: Metrópole do século XXI
Enredo: Na primeira parte, ele narra a rotina diária de um homem, desde o despertar e ir ao banheiro, trabalhar num escritório, o almoço, várias tragadas em cigarros, até voltar para casa e dormir. Na segunda parte, ele narra o lado emocional desse homem nesse dia comum, citando, por exemplo, seus sentimentos de confusão e dúvida em alguns momentos do dia. Na terceira parte, ele narra todas as falas do homem durante seu dia em sequência com diversas pessoas, seja no ambiente de trabalho ou em casa com a esposa. Na quarta parte, ele narra todos os acontecimentos ao redor do homem e tudo o que este vê durante o dia. Na quinta e última parte ele faz a crítica ao repetitivo. O personagem reflete, chegando a conclusão de que nada de inovador aconteceu no seu dia, mesma rotina agitada sem novas emoções de sempre.

Os Músculos – Ignácio de Loyola Brandão (Sobre o Conto)

Elementos da Narrativa

Resumo do conto-enredo: Certo dia, Danilo estava cuidando de sua plantação em casa quando percebeu que um tipo peculiar de arame estava crescendo em seu quintal. Após ter chamado o técnico preocupado com o seu quintal, este não soube responder a solução para o problema, mas aconselhou colher o arame devido à impossibilidade de retirar tal anomalia de seu jardim. Dessa forma, ele passou a recolher a produção, estocá-la, e distribuí-las para os moradores da cidade, fazendeiros e governo. No entanto, devido às complicações surgidas (processos abertos pelas casas vendedora de arame, impostos, atuação dos fiscais da prefeitura, baixa no preço mundial) a prefeitura proibiu a fabricação de arame. No entanto, como tal fato se configurava impossível na realidade, o arame passou a crescer indefinidamente, até chegar ao ponto de uma floresta com inseto prateados ao redor da casa. Danilo se aventurou pelo local e se fixou na região.
Interpretação:Este representa o modo como o desenvolvimento chega à vida urbana e o emaranhado de fios cria uma nova realidade, da qual não se pode escapar. Por pior que seja ela, aprendemos a conviver com o seu problema, que agora já tem também solução.
Narrador: 3° Pessoa
Tempo: Cronológico.
Espaço: Casa de Danilo e vizinhanças.
Personagens: Danilo (Protagonista), sua esposa e o técnico.

Os músculos – Ignácio de Loyola Brandão (Sobre o Autor)

Ignácio de Loyola Lopes Brandão nasceu em Araraquara, SP, em 1936. Livros de contos publicados: Depois do sol, Brasiliense, 1965; Pega ele, Silêncio, Símbolo, 1976; Cadeiras proibidas, Símbolo, 1976; Cabeças de segunda-feira, Codecri, 1983; O homem do furo na mão, Ática, 1987; O homem que odiava segunda-feira, Global, 1999. Romances: Bebel que a cidade comeu, Brasiliense, 1968; Zero, Brasília/Rio, 1975; Dentes ao sol, Brasília/Rio, 1976; Não verás país nenhum, Codecri, 1981; O beijo não vem da boca, Global, 1985; O ganhador, Global, 1987; O anjo do adeus, Global, 1995. Suas obras estão traduzidas para diversos idiomas, como alemão, coreano, espanhol, húngaro, inglês e italiano. Algumas foram adaptadas para o teatro e o cinema.

“O grande enfoque da obra de Loyola está representado pelo confinamento do homem na cidade.”

O autor, criador corajoso de estruturas não-convencionais, aborda o tema de vária formas diferentes, em seu estilo direto de jornalista atento ao seu tempo.

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